GRANDE DIA: Bolsonaro pede apoio a Donald Trump e acaba descobrindo o que ninguém imaginava

Mesmo estando inelegível até 2030 por decisão do TSE, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a dizer que pretende disputar as eleições presidenciais de 2026. Em entrevista à Bloomberg na última quarta-feira (29 de janeiro de 2025), ele afirmou contar com o apoio de ninguém menos que Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e possível candidato à Casa Branca novamente pelo Partido Republicano. Só que Bolsonaro não entrou em detalhes sobre como, na prática, Trump poderia ajudá-lo a voltar ao jogo político aqui no Brasil.

“Não vou ficar falando em público o que tô pedindo pro Trump, ou o que eu gostaria que ele fizesse”, soltou Bolsonaro, num tom meio misterioso. A fala sugere que ele estaria tentando costurar algum tipo de apoio internacional pra tentar reverter sua situação com a Justiça Eleitoral — afinal, foi o TSE que o declarou inelegível lá em 2023, alegando abuso de poder político e uso irregular da comunicação oficial durante a campanha anterior.

Alfinetadas em Lula e discurso sobre democracia

Como já virou hábito, Bolsonaro não perdeu a chance de cutucar o presidente Lula (PT) durante a entrevista. Ele criticou a possibilidade de Lula tentar a reeleição ou até indicar alguém pra concorrer em seu lugar. “Não faz sentido o Lula concorrer sem ter uma oposição de verdade. Hoje, quem representa essa oposição sou eu. Qualquer outro nome corre o risco sério de perder pra ele”, afirmou.

Ele voltou a insistir que a sua exclusão da corrida eleitoral é uma forma de perseguição política e, pior ainda, uma ameaça à democracia: “Fazer eleição sem eu poder participar é brincar com a democracia”, disse ele, reforçando aquela narrativa de que sua voz é essencial pra equilibrar o debate público no país.

Velha amizade com Trump e tática já conhecida

A relação de Bolsonaro com Trump já vem de tempos. Durante seu mandato, o ex-presidente brasileiro elogiava o republicano a todo momento — copiava, inclusive, várias de suas estratégias, como colocar em dúvida o sistema eleitoral e bater de frente com instituições democráticas.

Vale lembrar: em 2020, Bolsonaro foi um dos últimos chefes de Estado a reconhecer a vitória de Joe Biden nos EUA, mostrando fidelidade total a Trump.

Agora, com o cenário político esquentando de novo, Bolsonaro parece apostar nessa relação pra tentar, quem sabe, algum tipo de apoio político, diplomático ou simbólico. Mas até agora, é tudo bem nebuloso — afinal, Trump não tem poder sobre decisões da Justiça brasileira, muito menos sobre o TSE.

Problemas na Justiça e movimentações dos aliados

Não bastasse a inelegibilidade, Bolsonaro tá envolvido em várias investigações: suspeita de tentativa de golpe, espalhamento de fake news e até um rolo com joias desviadas da Presidência. Por conta disso tudo, ele nem pode sair do país atualmente, o que dificulta qualquer articulação mais ampla com figuras internacionais.

Mesmo assim, aliados seguem se movimentando nos bastidores. O PL, partido de Bolsonaro, tá de olho em nomes que possam substituí-lo na disputa de 2026 caso ele realmente não consiga reverter sua situação. Entre os cotados, aparecem Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, que tem ganhado cada vez mais visibilidade entre os apoiadores.

E o que vem por aí?

O clima político pro pleito de 2026 já começa a esquentar. O PT ainda não confirmou se Lula vai tentar um novo mandato, mas internamente, ele continua sendo o nome mais forte. Do outro lado, a direita brasileira vai precisar se reorganizar, com ou sem Bolsonaro, pra conseguir competir de igual pra igual — principalmente se o cenário for novamente polarizado, o que tudo indica que vai ser.