Na madrugada da quarta-feira, dia 16, o Brasil acordou com uma notícia que gelou o coração de muita gente. Um acidente grave na BR-153, em pleno centro do país, tirou a vida de cinco pessoas — três delas eram estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os ônibus em que estavam colidiram com uma carreta, num episódio que deixou a comunidade universitária e todo mundo que viu a cena profundamente abalado.
Entre as vítimas, além dos estudantes, estavam o motorista de um dos ônibus e o condutor da carreta. A tragédia foi tão séria que as imagens do acidente correram as redes sociais e os noticiários da manhã. O presidente Lula se pronunciou pouco depois, demonstrando pesar pela perda e solidariedade com as famílias: “Neste momento de dor, manifesto a solidariedade às famílias e amigos das vítimas e aos colegas, professores e a toda a comunidade universitária atingida. Que as famílias encontrem conforto e amparo para atravessar este momento tão difícil”, escreveu ele, tanto no X (antigo Twitter) quanto numa nota oficial do Planalto.
A viagem, na verdade, era pra ser um momento de alegria e troca de ideias. Os ônibus estavam indo pra Goiânia, onde ia acontecer o Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), na UFG. Um encontro tradicional, que reúne estudantes de todo o Brasil pra debater política, educação e vários temas relevantes. Infelizmente, a viagem acabou interrompida por esse desastre.
Quatro pessoas ainda foram socorridas em estado grave e levadas pro Hospital de Alvorada, no Tocantins. O resgate foi rápido: equipes do SAMU, do Corpo de Bombeiros e da concessionária que cuida da BR-153 chegaram rápido no local pra ajudar. Mesmo assim, o clima era de dor e desespero.
Esse tipo de tragédia, além de causar sofrimento imediato, também escancara um problema antigo: a precariedade das nossas rodovias. Com cada vez mais veículos circulando, seja por causa de eventos, viagens ou logística, a estrutura das estradas não dá conta da demanda. E aí, acidentes como esse acabam virando estatística — quando, na real, são histórias interrompidas.
E tem mais: o trauma que fica pras famílias, amigos e colegas não pode ser ignorado. A saúde mental de quem vivencia uma perda tão brutal precisa ser levada a sério. Em casos como esse, o acolhimento psicológico tem que ser parte do processo — não pode ser deixado pra depois.
Diante disso tudo, fica evidente que o papel das autoridades vai muito além de investigar causas. É preciso agir. Educação no trânsito, investimentos em sinalização, duplicação de pistas perigosas e campanhas de conscientização não são luxo — são urgência. As universidades, os próprios estudantes, os órgãos públicos e até empresas privadas podem e devem se envolver nisso.
Algumas ideias já foram levantadas, inclusive por movimentos estudantis nas redes:
– Palestras sobre segurança nas estradas, principalmente antes de eventos de grande porte;
– Criação de protocolos de segurança pra viagens universitárias;
– Pressão por melhorias em pontos críticos das rodovias federais;
– E, claro, suporte emocional e psicológico pras vítimas e sobreviventes.
Que essa tragédia não seja apenas mais uma. Que ela sirva como alerta e impulso pra mudar, pra cobrar, pra cuidar. Porque nenhuma viagem a caminho do conhecimento deveria terminar em luto.