Lula pede para conversar com Trump, e recebe resposta chocante da Casa Branca: “Será mu…”

Em meio a um clima cada vez mais tenso entre Brasil e Estados Unidos, o presidente Lula deixou claro: não vai puxar conversa com Donald Trump, a não ser que o ex-presidente americano tome a dianteira. A declaração, revelada pelo jornalista Gerson Camarotti, do g1, caiu como um balde de água fria em quem ainda esperava algum tipo de trégua ou aproximação diplomática.

A crise esquentou de vez depois do anúncio da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados pros EUA. Segundo Trump, a medida tem base “econômica e política” — mas, pra muita gente, parece mais uma provocação do que qualquer outra coisa. Ele vem repetindo que não vai aliviar pra países que, nas palavras dele, “não têm relações muito boas” com os Estados Unidos. Dá pra imaginar quem ele tinha em mente.

O Brasil entrou de vez no alvo. Literalmente.

Em Brasília, o clima é de frustração. O Itamaraty até tentou manter um fio de contato, uma ligação ali, outra conversa acolá, mas até os canais mais técnicos, como com o Departamento de Comércio ou o Tesouro americano, tão sendo ignorados. Fontes do Planalto dizem que é como se a Casa Branca tivesse decidido simplesmente fingir que o Brasil não existe.

“Não é só burocracia. É político”, comentou um assessor próximo a Lula, que preferiu não se identificar. E foi mais longe: “a gente tá aberto ao diálogo, mas não vamos ficar rastejando pra quem pisa na nossa soberania”. Palavras fortes, mas que resumem o sentimento geral no governo.

E tem mais. Internamente, corre que uma das causas do desconforto é o sucesso do Pix, aquele mesmo que virou febre no Brasil. Segundo bastidores, bancos e instituições financeiras dos EUA não estariam muito felizes com o avanço do sistema por aqui — e isso teria chegado aos ouvidos de autoridades americanas. Verdade ou não, o governo brasileiro já avisou que isso não vai pra mesa de negociação.

Pra completar, no último dia 9 de julho, Trump publicou uma carta aberta, um texto que, longe de acalmar, parece ter botado mais lenha na fogueira. E no domingo, dia 27, veio a confirmação final: o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse que a tal tarifa entra em vigor já no dia 1º de agosto. Ou seja, não tem mais volta.

O sentimento em Brasília é que o conflito não só está se formando — ele já começou. A estratégia agora é segurar a onda e evitar que a coisa escale de vez. Lula, que sempre tentou manter uma imagem de mediador no cenário internacional, se vê num dilema complicado. Não quer se curvar, mas também não quer romper totalmente os laços com os americanos.

Entre os aliados do presidente, já se fala em buscar apoio de outros países sul-americanos e até da União Europeia, na tentativa de criar uma frente que possa pressionar Washington. Mas ninguém esconde que o momento é delicado, e que os próximos passos precisam ser calculados com cautela.

Enquanto isso, o brasileiro comum mal entende o que tá acontecendo. Nas redes sociais, muitos criticam a postura de Trump, outros já culpam Lula, e tem quem diga que o Brasil precisa mesmo é virar as costas pros Estados Unidos de vez. O debate tá acalorado — como tudo por aqui ultimamente.

O que vem por aí, ninguém sabe ao certo. Mas uma coisa é certa: a diplomacia vai precisar de muito mais do que boas intenções pra desfazer esse nó.